quinta-feira, 28 de julho de 2011
Lobo Solitário
De olhos da cor dos montes e vales
aonde caminhas solitário
...Pêlo reluzente cheirando ainda a estrelas
Da vigília nocturna que fizeste
Olhar meigo e terno
Que só pedem que o entendam
Que o afaguem...
Lobo solitário
Afastado dos demais
Por ser em tudo diferente
Tens ternura no olhar
E o teu corpo carrega toda a dor
da tua vida triste e só
Ninguém te mima, ninguém te entende
Só eu...
Só eu seguro o teu corpo
Só eu me aninho contigo
nas noites frias
em que sózinhos
trocamos olhares solitários
E vidas solitárias
Entendemo-nos como ninguém
Temos vidas como ninguém
Talvez por isso nosso olhar é cúmplice
Nosso sentimento é igual
Nossa solidão também
E assim olhando-nos mutuamente
Dentro dos olhos um do outro
Abarcamos nossas almas, nossas vidas
De um só trago
Entendemos que ser solitário
É ser livre
É ter manhãs, tardes e noites só nossas
Sem pressas, sem tempo pra acontecerem
é correr prados, vales e desertos
Alcançar estrelas ou não alcançar nada
tudo depende de nós
Porque solidão é liberdade para nós
E liberdade é termo-nos um ao outro
Unidos pelo mesmo destino
Fazendo o que o coração nos manda...
Luis Manuel Figueiredo
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário